Feliz quem não sabe de nada

Colunista - Juiz Roberto Freitas


Sempre acreditamos que a informação é a grande responsável pelo sucesso em qualquer área da vida.

A informação sempre foi uma busca incessante na vida. O descobrir, o saber, o apreender, enfim, a absorção do máximo de conhecimento possível sempre foi, pelo menos para mim, uma preocupação, um desejo, uma necessidade para uma vida de sucesso.

Mas ultimamente tenho pensado um pouco diferente.

Nesse fim de ano, aproveitando um pouco as férias, confesso, caro leitor, que acessei mais do que o costume as redes sociais, especialmente o Facebook e o Whatsapp.

A quantidade de informação é assustadora: são reportagens jornalísticas, textos bíblicos, correntes religiosas, vídeos engraçados, frases de efeito, discussões políticas e a preferência geral da república, fatos da vida alheia.

Depois de horas dedicadas à internet, coloco a me perguntar: valeu a pena tanta informação ?

Noutro dia, fiz um teste, fiquei 24 horas sem acessar nada, absolutamente nada, e aproveitei ainda para não assistir um jornal sequer na televisão. Fui dormir e, ao acordar, vi que a vida estava absolutamente igual, tudo a mesma coisa, não havia nada que eu houvesse perdido porque fiquei sem internet e televisão. As informações que eu ainda possuía eram suficientes para seguir em frente.

Tenho chegado a desenganada conclusão de que essas coisas não fazem muita falta e, ao contrário do que pensamos, podemos viver felizes sem elas.

Num sei ! Posso estar enganado.

Mas não duvido que chegará um tempo em que a falta de informação será uma busca incessante, um sonho de consumo. E as pessoas felizes serão aquelas que não sabem de quase nada.

osollo