» » Avião cargueiro faz pouso de emergência no aeroporto do DF

Um avião cargueiro da companhia aérea venezuelana Solar teve de fazer um pouso de emergência no Aeroporto de Brasília na manhã desta segunda-feira (7). De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto comunicou à torre de controle "problemas técnicos" e pediu autorização para pousar, por volta das 11h45. A FAB não informou que tipo de problema afetou o avião.

Avião vindo de Caracas, na Venezuela, instantes antes de fazer pouso de emergência no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Reprodução)



Uma imagem obtida pelo G1 mostra que os flaps (equipamento na asa que serve para aumentar o atrito com o ar, causando a desaceleração do avião) não estavam abertos pouco antes do pouso. Inicialmente, o órgão havia informado que havia sete tripulantes a bordo, mas depois disse que o número não estava confirmado. Ninguém ficou ferido.
O voo vinha de Caracas, capital da Venezuela, e tinha como destino final Brasília. Após o pouso, a aeronave teve de ficar parada na pista para passar por avaliação.
De acordo com a Inframerica, consórcio que administra o aeroporto, os bombeiros do terminal ficaram de prontidão no momento da aterrisagem. Não houve atrasos em pousos e decolagens por conta do incidente. Procurada, a companhia Solar não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Fim de decolagens simultâneas
Na última quarta-feira (2), a FAB suspendeu decolagens simultâneas no Aeroporto JK. Áudio da conversa entre um piloto da Gol e a torre de comando aponta que um erro de digitação quase provocou a colisão entre dois aviões naquele dia. Foi a segunda vez em nove dias que, por interferência do controlador de voo, um acidente do tipo foi evitado.
O áudio foi obtido pelo repórter da TV Globo Fabiano Andrade. A Gol informou que preza pelos mais altos padrões de segurança e que está em contato com as autoridades aeronáuticas para esclarecer o que aconteceu.

O piloto que fala na gravação estava no comando do voo comercial da Gol GLO 1402, para Palmas. O incidente foi por volta das 10h. A outra aeronave era da empresa Avianca, que fazia o voo ONE 6291, com destino a Goiânia.
Minutos após a decolagem, o piloto da Gol – que deveria seguir reto – fez uma curva à direita e invadiu a rota do voo da Avianca. No diálogo, a controladora de voo pergunta ao piloto da Gol o motivo da manobra.
Controladora: 1402, qual foi o motivo da curva à direita após a decolagem?
Piloto: Er... Vou dar uma conferida aqui, só um instantinho, para ver se está tendo alguma diferença entre a carta e o software.
Piloto: 1402. Foi um erro de digitação aqui. Queria desculpar.
A carta de saída padrão (documento que determina as instruções de rota) mostra que o avião da Gol deveria virar para a esquerda só quando chegasse ao ponto identificado como "kotvu", a 18,5 quilômetros de distância.
Após o incidente, a Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu suspender as decolagens simultâneas no Aeroporto Internacional JK por tempo indeterminado. Segundo a Aeronáutica, a suspensão não vai prejudicar a operação dos voos no terminal. A medida tem validade até que a FAB conclua as investigações. Brasília é o aeroporto com maior capacidade de pista do país, com até 60 voos por hora.
Outro caso
No dia 23 de fevereiro, duas aeronaves quase se chocaram durante a decolagem no Aeroporto de Brasília depois que uma delas desobedeceu às instruções do controlador de tráfego aéreo. Um deles estava deixando a cidade para buscar o marqueteiro João Santana, preso na Lava Jato, em São Paulo.
Os aviões deixariam simultaneamente o terminal às 7h30, mas em direções diferentes: o da Polícia Federal, de matrícula PR-BSI, faria uma curva para a direita logo após deixar o solo, rumo a Guarulhos (São Paulo), mas acabou virando para a esquerda e invadiu a área do veículo da Força Aérea Brasileira. O controlador percebeu a falha e pediu ao piloto da FAB para interromper o procedimento e, em seguida, alterar a rota.
Os diálogos entre o controlador de tráfego aéreo e os pilotos mostram as manobras para evitar a colisão:
Controlador: Força Aérea 85.282, trace uma posição de uma hora. Curve imediatamente agora para o rumo norte, senhor, a fim de evitar que essa aeronave... Interrompa a subida agora.
Controlador: Força Aérea 2582 controle Brasília, interrompa a subida agora. Trace uma correção agora de uma hora, mesma altitude, senhor.
Piloto da FAB: Tô visual, mantendo separação aqui. A aeronave iniciou curva à direita, a saída nossa ficou conflitante com esse tráfego, ok? A saída era prevista, a decolagem da 11 esquerda com ligeiramente curva à direta. Não tem, não tem mais como fazer essa saída aqui com essa aeronave decolando.
Controlador: O senhor está correto, Força Aérea 2582. Bravo-Serra e Índia (PR-BSI), a sua decolagem deveria ter iniciado a curva à direita, 4,1 mil pés. Suba agora para o nível 270.
Piloto do PR-BSI: Subindo para o 270 pró-sul.
A Aeronáutica apura o caso. “Desde novembro de 2015, o Aeroporto de Brasília opera com decolagem simultânea, tendo em vista que as pistas são paralelas. No caso em questão, foram autorizadas duas decolagens simultâneas: aeronave de matrícula PR-BSI com destino a Guarulhos decolando da pista direita e a aeronave FAB 2582 decolando da pista esquerda", diz nota da FAB.
"A instrução do perfil de decolagem que foi confirmada pelo piloto da aeronave PR-BSI previa curva imediata à direita após a decolagem (conforme descrito na carta de decolagem). Entretanto, o perfil executado pelo piloto contrariou a instrução recebida e a aeronave teve um deslocamento à esquerda, interferindo na decolagem da aeronave FAB 2582, que cumpria corretamente o seu perfil de decolagem”, afirma o texto.
O órgão afirmou ainda que o controlador de tráfego aéreo “agiu prontamente para evitar maiores problemas”.

G1

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