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Ex-presidente Jacob Zuma é preso na África do Sul



O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi preso nesta quarta-feira (7) para cumprir uma sentença de 15 meses de detenção por desacato à Justiça. A prisão ocorre mais de três anos após Zuma renunciar ao mandato em meio a acusações de corrupção.

A família afirma que ele se entregou voluntariamente para cumprir a sentença. A fundação que leva o nome do ex-presidente informou que ele se entregaria antes da meia-noite de quarta, prazo final para que o fizesse por conta própria.

Zuma, de 79 anos, deveria ter começado a cumprir pena no domingo, mas a Justiça do país aceitou ouvir seus argumentos em 12 de julho, e suspendeu a ordem até lá.

De veterano do apartheid a investigado

Zuma era tido como um veterano da luta contra o regime de apartheid. No entanto, desde que ele saiu da presidência, em 2018, foi envolvido em escândalos. O ex-presidente é acusado de corrupção antes e durante sua gestão. Ele presidiu a África do Sul entre 2009 e 2018. Na presidência, é suspeito de ter permitido que três empresários recebessem dinheiro de forma ilegal do Estado.

Ele só renunciou após ser forçado pelo seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o mesmo de Nelson Mandela.

Antes disso, quando era vice-presidente do país, acumulou acusações de fraude, corrupção e crime organizado por causa da compra de equipamentos militares de cinco empresas europeias. As negociações ocorreram 1999 em um contrato de US$ 2 bilhões.

Condenação

Jacob Zuma foi condenado a 15 meses de prisão por desacato à Justiça, após se negar a comparecer a uma comissão anticorrupção, no final de junho.

O ex-presidente compareceu apenas uma vez diante da comissão e ignorou várias convocações posteriores. Ele alegava razões médicas ou que estava preparando sua defesa para outros casos.

O ex-líder pediu que a pena seja anulada por ser excessiva e também por expô-lo aos riscos de uma infecção pelo coronavírus. Para ele, a pena é uma declaração política. Ele diz ainda que é vítima de uma caçada às bruxas e que a promotoria é enviesada.
 

Por G1