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Criança de 11 anos se machucou durante uma partida de futebol e morreu e mãe acusa hospital de negligência

Na última quinta-feira, 05/03/2020, o menino Caio Silva Santos de 10 anos e 9 meses de idade, residente com a família no distrito de Vera Cruz, município de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, se machucou durante uma partida de futebol com os amiguinhos, na rua. Ele relatou que caiu sobre a perna e sentia dores, como não aparentava ser coisa séria, os pais naquele momento acharam que não seria necessário levar a um hospital.


Na noite de sexta-feira, a criança relatou dores mais fortes. Diante desse fato, já na manhã do sábado 07, o pai levou a criança ao Hospital Luiz Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, para atendimento. Lá o médico pediu um Raio X. Segundo a mãe da criança, o médico disse que não foi constatado nada de errado na perna do garoto. Segundo a mãe, o médico receitou o anti-inflamatório Ibuprofeno. O garoto tomou o remédio, mas as dores continuaram.

Na noite de domingo, 08, as dores aumentaram e o menino já relatava fortes dores na região do abdômen. Na segunda-feira, 10, diante da piora da criança, a mãe Géssica Moreira Silva, vendo o sofrimento do filho, que apresentava inchaço na barriga, tornou levar o menino ao mesmo hospital. Ela relata que chegou ao hospital ao amanhecer do dia e ficou aproximadamente até as 18:30 hs. Um médico atendeu, pediu um novo Raio X, uma ultra som e uma tomografia, mas não aguardou o resultado dos exames.

A criança se submeteu aos exames e uma vez com os resultados prontos, já no final da tarde, a mãe do garoto procurou o médico, mas este não estava no local e “não havia outro médico” no hospital, segundo relatos dela. “A sala onde ficava o médico já estava escura e sem ninguém. O funcionário avisou que o médico já tinha ido embora”, relatou a mãe. Diante disso, ela levou o menino de volta pra casa.

Na madrugada fatídica desta terça-feira, 11 de março, a criança não resistiu e acabou morrendo. O corpo da menino foi encaminhado ao IML de Porto Seguro, para descobrir a causa real da morte que até agora é desconhecida.

A mãe do menino está em estado de choque e naturalmente muito abatida. Ela acusa o hospital de negligência. Segundo ela, a criança precisava de atendimento de emergência e não poderia em hipótese alguma sair sem a avaliação de um médico após os exames. Uma vez feito os exames, naquela situação, o menino deveria ser encaminhado para um médico. Não havia outro médico no local? E se não havia, era devido à troca de turno? Não deveria ter uma outra alternativa para casos como esse?

Por Bocão64
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